Etapa

Ritmo surpreende Prati-Donaduzzi em Londrina

Equipe de Julio Campos e Antonio Pizzonia não confirma potencial dos treinos classificatórios, mas nem tudo foi decepção

LONDRINA – Tudo somado, os danos provocados pelos resultados abaixo do esperado na rodada dupla de Londrina acabaram não sendo tão grandes. Essa, em síntese, foi a avaliação da Equipe Prati-Donaduzzi depois da quarta etapa do calendário, realizada neste fim de semana no autódromo do norte paranaense. Julio Campos conquistou um 8º lugar e Antonio Pizzonia terminou em 15º na primeira bateria. Nenhum dos dois viu a bandeirada no complemento da programação: Campos abandonou já na parte final por causa do furo do pneu traseiro direito e Pizzonia foi excluído pelos comissários em decorrência de um choque com Denis Navarro. Max Wilson e Lucas di Grassi dividiram as vitórias.

 

O ritmo insuficiente dos carros em condições de corrida pegou a todos de surpresa. “Fizemos uma simulação no sábado de manhã e fazendo as voltas em torno de 1min12. Hoje, éramos seis décimos mais lentos. O primeiro turno do Julio foi prejudicado pela calibragem um pouco acima do ideal; no segundo ele melhorou bastante e andou junto com o Lucas di Grassi e o Cacá Bueno, que o haviam ultrapassado antes do pit stop. A segunda prova foi comprometida por um toque que recebeu e fez o pneu esvaziar aos poucos. Por sorte, a janela do pit stop foi aberta a tempo de ele entrar nos boxes, porque já era para ter furado. Mas acho que ele ainda saiu no lucro, porque perdeu posições mas continua a dez pontos do terceiro colocado”, avaliou o diretor-técnico Rodolpho Mattheis. “Continua na briga do Top 5”, lembrou.

 

Pizzonia não teve uma tarde de domingo mais feliz. Largou e terminou na mesma colocação do grid e, na segunda bateria, voltou aos boxes depois da punição. “Neste caso, pagamos o preço de não termos nos classificado bem no qualifying. Largando de trás, você tem de arriscar mais para entrar entre os 10 melhores e se beneficiar do grid invertido na corrida 2. Acaba gastando a carga dos pushes e bota pouco combustível. Se o objetivo não é alcançado, a outra prova já está complicada. Para a equipe foi ruim, porque também perdemos posições. Agora temos de nos concentrar para melhorar na próxima etapa, em Santa Cruz do Sul, principalmente quanto ao ritmo de corrida”, completou Mattheis.

 

O consolo da Equipe Prati-Donaduzzi em Londrina foi ver seus pilotos pela primeira vez escolhidos pelos torcedores para receber uma carga extra do push na segunda corrida. O apoio dos colaboradores da empresa foi determinante para que Campos e Pizzonia desfrutassem de um empurrãozinho de potência a mais uma prova extremamente disputada e marcada por incidentes envolvendo concorrentes diretos, como Felipe Fraga (penalizado com passagem pelos boxes por queima de largada) e Átila Abreu, que perdeu uma vitória quase certa ao receber igual punição por irregularidade no reabastecimento e troca de pneus.

 

Serra comanda agora a tabela com 116 pontos, contra 80 de Cacá, 76 de Fraga e 72 de Rubens Barrichello. Campos é oitavo com 66, logo atrás de Marcos Gomes (67). Lucas di Grassi e Max Wilson, que dividem o quinto lugar com 68. Pizzonia aparece em 20º com 11.

 

Márcio Fonseca (MTb 14.457)

Assessoria de Imprensa da Equipe Prati-Donaduzzi

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